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Ilha do Mel, um dos destinos mais intocados do Brasil

Thais Zago Thais Zago 20 julho, 2016
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As mais belas praias do Paraná não estão ao longo dos 90 quilômetros do litoral do Estado, mas ao redor dos 2.700 hectares de área verde que compõem a Ilha do Mel.

A ilha mais intocada do sul do Brasil é considerado um roteiro de ecoturismo e oferece praias desertas e selvagens, boas ondas para o surf e passeios costeiros cênicos. Acessível apenas por barco, o número de visitantes é limitado a cinco mil por dia e não é permitida a entrada de veículos. Portanto, caminhar ou pedalar são as únicas formas de se locomover.

Fica fácil perceber porque a Ilha do Mel é um paraíso para quem busca simplicidade e tranquilidade. Viver essa atmosfera de vilarejo, com suas histórias e lendas, trilhas de terra e areia, em meio à natureza, é mágico.

PATRIMÔNIO DA HUMANIDADE

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Créditos: Obra de Lawriston Ponte

Localizada na entrada da Baia de Paranaguá, a Ilha do Mel foi eleita Patrimônio da Humanidade e transformada em estação ecológica pela UNESCO, para a preservação das suas riquezas e belezas naturais. Seu ecossistema é composto por orquídeas, bromélias, uma rica vida marinha e um grande número de aves, destacando o papagaio-chuá ou de-cara-roxa, a garça-azul, garça moura, saracura, biguá e o colhereiro.

INFRAESTRUTURA

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Créditos: Obra de Lawriston Ponte

A ilha está subdividida em quatro pontos que se sobressaem: ao norte, a Fortaleza; no centro, Nova Brasília e Farol das Conchas; e ao Sul, Encantadas. Possui campings, pousadas e restaurantes. À noite, a iluminação vem das casas dos moradores e pousadas, alguns trechos da trilha podem ser bem escuros, por isso a importância de levar lanterna. Há um Posto de Saúde que oferece serviços de pronto socorro e emergências.

Um fato interessante é que o trecho que une o último vilarejo ao norte da Ilha foi separado pelo movimento das marés. Em 1954 esse istmo tinha 152 metros de largura, hoje tem cerca de 30 metros e em grandes ressacas fica totalmente submerso.

CURIOSIDADES

Existem três versões sobre a origem do nome “Ilha do Mel”:

  • Antes da segunda Guerra Mundial, a ilha era conhecida coma a ilha do Almirante Mehl, que lá dedicava-se à apicultura.
  •  Marinheiros aposentados viviam na ilha e dedicaram-se à apicultura, produzindo uma quantidade suficiente para a exportação do produto até a década de 60.
  • A água doce existente na ilha contem ácidos húmicos. Isto causa uma coloração amarela, semelhante à cor de favos de mel.

Oficialmente, a Ilha era chamada de Ilha da Baleia até o final do século XIX.

DICAS ÚTEIS

  •  Verificar o horário da balsa: saídas das 08:00 às 18:00, segunda-feira à sexta-feira de hora em hora, sábados e domingos de meia em meia hora;
  • Levar dinheiro em espécie, pois apesar da maioria dos lugares aceitarem cartão, não existe banco e caixa automático;
  • Levar lanternas, à noite a luz é quase inexistente;
  • Levar remédios caso necessário, pois apesar de existir posto de saúde, não existe farmácia na ilha;
  • Ao desembarcar no trapiche, ir até o balcão de informações turísticas e pegar o mapa com as trilhas;
  • Alguns passeios não podem ser feitos durante a maré alta, existe a opção de táxi náutico;
  • Para quem costuma levar excesso de bagagem, não se preocupe, no trapiche você pode pedir um carreto pra levar a mala até sua pousada.

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Thais Zago

Thais Zago

Thaís já passou dos 30 anos. Prefere praia à cidade e sossego à badalação. Tem formação em Jornalismo e profissionalizante em Yoga, pós-graduação em Gestão de Negócios e trabalha com Turismo e Mídias Sociais desde 2012. Na bagagem, participou do programa de férias na Walt Disney World Orlando, morou na Califórnia por 1 ano e passou 6 meses mochilando sozinha pela Oceania, China e Sudeste Asiático. É uma das integrantes do projeto Correndo no Mundo, em que percorreu de bicicleta os 800 km do Caminho de Santiago de Compostela, em 15 dias, documentando a aventura e prestando suporte ao amigo que corria. Depois de carregar "a casa nas costas" com essas experiências, aprendeu que menos é mais e que viajar sozinha é bom, mas compartilhar os momentos com outras pessoas é ainda melhor. Adora viajar pelo Brasil, é esportista e aventureira, e pára tudo para assistir um pôr do sol. Sempre que pode, se envolve também com música, fotografia e cinema.

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