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REFRESQUE A ALMA E VIAJE SOZINHO

Fabricio Greca Brun Fabricio Greca Brun 9 fevereiro, 2017
Cover sozinho

Como um millennial, estou constantemente me bombardeando de mídias sociais – vendo Snapchats dos meus amigos, postando minha última aventura no Instagram ou rolando o Facebook abaixo igual um zumbi. E parece que nunca estou satisfeito. Minha mente fica inquieta e eu não estou mais focado como estava antes de pegar o telefone.

Se você nunca viajou sozinho tire um feriado e experimente. Viajar sozinho (seja pro café da sua cidade ou pra Ásia) te força a experimentar coisas novas. E por favor, se desapegue um pouco do seu telefone – irá fazer uma grande diferença.

Sentar num café em um país estrangeiro, almoçar e observar o mundo a sua volta proporciona uma experiência cativante. Você (provavelmente) não fala a língua local, e assim não pode entrar na conversa. Et voilá! Você foi empurrado para fora da sua zona de conforto. Agora as oportunidades à sua frente tomaram outras proporções.

Desafie-se a olhar a vida de uma forma diferente e explore essas oportunidades – não fique hibernando em seu hotel cinco estrelas. Arranje um tempo para sentar-se (sem a distração de um livro ou telefone) e apenas observe as coisas ao seu redor. Sorria mais para as pessoas, ofereça a outra metade da sua mesa se o café estiver cheio. Essas experiências nutrirão sua alma.

Por exemplo, explorar lugares como o Parthenon, Petra ou as Pirâmides sem um guia ou um amigo resulta, muitas vezes, em um experiência gratificante. Quantas vezes você já visitou um lugar que realmente queria explorar e se sentiu puxado para outra direção porque o guia falava demais ou seu amigo não parava de tirar selfies? Explorar sozinho permite que você tome o tempo para ver o que você quer ver e pular o que você não quer. Você vai se sentir mais satisfeito e terá agregado mais valor a sua experiência.

Posso garantir que viajar sem ninguém abre muito mais portas que o contrário. Quando se está na jornada sozinho as chances de ser convidado a se juntar a um grupo são infinitamente maiores. Em viagens, eu fiquei amigo de pessoas que me chamaram para aventuras e situações (a maioria de graça) que eu jamais imaginaria. Tudo porque eu pedi para me sentar na outra metade da mesa, o que levou a uma conversa envolvente e uma chance de expandir minha perspectiva.

Aprecie sua solidão. Pegue trens por conta própria para lugares que nunca foi. Durma sozinho sob as estrelas. Vá tão longe até perder o medo de não voltar. Diga não quando você não quer fazer algo. Diga sim se sua intuição for forte, mesmo que todos ao seu redor discordem. Decida se você quer ser querido ou admirado, ou se “encaixar-se” é mais importante do que descobrir quem você realmente é.

Fotografia: Mana Gollo

Fabricio Greca Brun

Fabricio Greca Brun

Com apenas 23 anos, Fabrício já rodou mais de 30 países em 1 ano que passou na Europa. Amante de viagens e cinéfilo de carteirinha já cursou desde Engenharia Civil até cinema. Após morar esse tempo fora escreveu dois diários de viagens que incluem histórias, desenhos e mensagens de pessoas que o cruzaram em sua jornada. Quando pode, gosta de dar dicas a seus amigos, e quem mais quiser, sobre viagens, música e filmes.

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