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ESCOLHA – FAÇA UMA E NÃO OLHE PARA TRÁS

Fabricio Greca Brun Fabricio Greca Brun 25 janeiro, 2017
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– Será que eu devo largar meu emprego e viajar pelo mundo? – me perguntou um amigo esses dias.

Absofuckinglutely – eu respondi, num inglês britânico-brasileiro-curitibano.

– Eu não sei do que vou me arrepender mais – disse ele. Não me preparar para uma promoção ou não tirar um ano sabático e me aventurar pelo mundo.

Passadas algumas semanas de Netflix e rendez-vous sociais, esse amigo me mostrou uma planilha do Excel com pros e contras de seu dilema e o resultado – viajar era muito arriscado. Eu fiquei devastado. Como ele podia saber de fato o que era melhor? Seus pros e contras eram tão hipotéticos quanto o Sol de Curitiba.

Sua demasiada análise me fez perguntar, pensar muito nos faz deixar de aproveitar a vida?

Temerosos (entendeu a referência?) de fazer “a escolha errada”, ficamos debilitados pela dúvida interna, seja uma grande decisão como se casar, ou aquela mais cotidiana, como qual roupa irei usar. Quando vou jantar, desperdiço quase 30 minutos para escolher o prato. Será que a truta grelhada ou o cordeiro assado vai me dar um frenesi maior de sabor? Devo pedir uma entrada, ou guardar lugar para a sobremesa? Quanto mais tempo eu gasto analisando minhas opções, maior é o nível da aposta e mais indeciso eu fico.

Quando chega o primeiro prato, vem junto o arrependimento instantâneo me perguntando se minha vida teria sido melhor se eu tivesse feito outra escolha. E se a truta fosse meu golden ticket para um Prêmio Nobel de Literatura, mas como eu pedi o cordeiro eu estarei condenado a escrever posts num blog?

Em nossa busca pela felicidade devíamos nos espelhar em crianças de 3 anos de idade. Elas não vão sentar e debater se a manteiga cremosa, orgânica, com sal ou vegana vai ficar melhor no seu pão. E nem irão se lamentar na consequência que suas decisões irão fazer em sua cintura se comerem tudo. Ou elas querem um sanduíche ou elas não querem.

Eu costumava pensar que éramos produtos das escolhas que fazíamos. No entanto, agora estou tendo uma visão alternativa. Talvez as escolhas em si não sejam tão importantes quanto nossas atitudes sobre elas. Elas não são finitos becos sem saída, mas em vez disso, pequenos pit stops em uma estrada repleta de novas e excitantes escolhas. Contudo, só as descobriremos se continuarmos andando.

Fabricio Greca Brun

Fabricio Greca Brun

Com apenas 23 anos, Fabrício já rodou mais de 30 países em 1 ano que passou na Europa. Amante de viagens e cinéfilo de carteirinha já cursou desde Engenharia Civil até cinema. Após morar esse tempo fora escreveu dois diários de viagens que incluem histórias, desenhos e mensagens de pessoas que o cruzaram em sua jornada. Quando pode, gosta de dar dicas a seus amigos, e quem mais quiser, sobre viagens, música e filmes.

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