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Escandinávia – Beleza, Cultura e muito Design

Fabricio Greca Brun Fabricio Greca Brun 11 novembro, 2016
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Se você já assistiu Thor, Vikings ou até Cruzeiro das Loucas,  sabe que quando se trata do povo lá de cima existem alguns assuntos pertinentes, mas não vamos falar dos óbvios como beleza, lindeza ou boniteza e sim de algo menos superficial e que você consiga realmente “pegar”.

Sem precisar fazer nenhum esforço para ser chic cool, as capitais da terra do Norte moldam gurus da moda e, principalmente, design. Com dias sem fim pela noite perpétua, festivais agitam as cidades e sua majestosa aurora boreal é algo que parece sobrenatural. O menu da Escandinávia é tudo, menos sem graça.

Copenhague, Dinamarca

Copenhague é o garoto mais legal do bairro nórdico. Mais na borda da Europa que Estocolmo e mais globalizada que Oslo, a capital dinamarquesa dá a Escandinávia o fator X. Basta olhar nas bíblias da moda e revistas de papel de parede que babam em seus bares industriais, cena fashion e revolução culinária.

Aqui você encontrará o pioneiro Noma, eleito o melhor restaurante do mundo em 2014 e um dos quinze que levam o selo Michelin – nada mal para uma cidade de 1,2 milhões de habitantes.

Mesmo que você não seja um fã de Andy Worhol ou arte moderna, o sensacional Louisiana deve estar no topo da sua “to do list”. É uma impressionante galeria modernista composta de quatro enormes asas que se estendem através de um parque cheio de esculturas, escavadas na encosta, arte minimalista, expressionismo abstrato, pop art e fotografia.

Estocolmo, Suécia

A boa aparência e senso de moda afiado poderia quase ser intimidante em Estocolmo. Mas esta cidade é uma beleza acessível, tão fácil de explorar como amar. Embora espalhada por 14 ilhas e conectada por 57 pontes, é compacta e simples de se locomover. Cada vizinhança tem um caráter distinto, contudo você pode facilmente gastar o tempo em diversas áreas. Em cada uma, você vai encontrar sua própria tendência de design, cozinha inventiva, museus imbatíveis, grandes lojas, belos parques e ótima atmosfera.

Bem pertinho da cidade velha Gamla Stan (um dos centros históricos mais atraentes da Europa) fica a pequena ilha de Långholmen, um refúgio do agitado subúrbio e local de um dos hotéis mais descolados e diferentes do Velho Continente. O Långholmen Hotel era uma prisão na década de 80, mas como lá todo mundo anda na linha, o número de prisioneiros ficou tão pequeno que fecharam o xilindró e o transformaram num hotel. Os quartos são as antigas celas e contam as histórias de seus antigos hóspedes. Qualquer semelhança com nosso país é mera coincidência.

Oslo, Noruega

Para o resto do mundo, a Noruega é onde a Mãe Natureza criou uma de suas melhores obras de arte contra uma tela tão maravilhosa. É fácil esquecer que o homem também pode ser artístico e muitos visitantes ficam surpresos ao descobrir que Oslo é o lar de museus e galerias de classe mundial que rivalizam com qualquer “Louvre” da vida.

Outra coisa que pouca gente sabe é que os noruegueses amam e idolatram a cultura do café e existem milhares espalhados pela cidade – cada um com seu próprio charme e peculiaridade. Como o frio lá não é brincadeira (no inverno forte, se você ficar mais de duas horas na rua pode morrer), muitos cafés viram bares e entre tantos, um se destaca – o Fuglenque já foi eleito o melhor café da Noruega. Mas esse título qualquer malote com dinheiro compra, o que faz desse lugar ser tão cool é que tudo está à venda – a cadeira em que você está sentado, a lâmpada que você está olhando ou a mesa sob seu coquetel ou café. O Fuglen tem um foco em mobílias peculiares e muitas vezes esquecidas dos anos 50 e 60. Cada item possui uma história singular e ISTO o faz ser o melhor café da Noruega.

Helsinque, Finlândia

É apropriado dizer que o porto de Helsinque, capital de um país com uma geografia tão única, se funde tão graciosamente no Báltico. Metade da cidade parece líquida, e as contorções do complexo litoral incluem um vasto número de baías, enseadas e ilhas. Embora Helsinque possa parecer um irmão mais novo a outras capitais escandinavas, é esse que foi à escola de artes, despreza a música pop e trabalha em um estúdio de ponta. A cena design aqui é legendária, seja pesquisando marcas de showroom ou seguindo a trilha no streetstyle hipster.

Apesar de não ter um “Nordeste” disponível o ano todo, o povo finlandês deu um jeito nisso e criou a sauna. Algo levado a sério por eles, porque existem muitas saunas públicas espalhadas pelo país, mas não foi o suficiente e de repente todo mundo construiu a sua em casa (a proporção é de uma sauna por casa). E quando o moderníssimo oásis urbano Löyly foi erguido na borda do Báltico, algo mudou – a nova geração tirou as roupas e abraçou as antigas tradições, adicionando diversidade e benefícios culturais para esse “esporte” tão praticado.

Reykjavik, Islândia

A Beyonce sabe e a Björk já sabia há anos, hoje em dia muita gente está voando para Reykjavik experimentar o extremo frio nórdico. Imagine a Islândia como o primo excêntrico da Escandinávia, um hotspot para designers emergentes, artes ecléticas e um estilo de vida diferente. Além disso, a maioria das pessoas na Islândia fala inglês e o país é classificado como o mais seguro do mundo para se viver. Como não amá-la?

A falta de tradição parece ter sido uma vantagem, garantindo liberdade e criatividade em todos os projetos. O campo tem crescido rapidamente nos últimos anos, envolvendo milhares de pessoas e contribuindo significativamente para a economia do país. E após os seus dias de explorador em Reykjavik, certifique-se de obter um deleite imperdível – o lendário cachorro-quente no porto, que até mesmo o ex-presidente Bill Clinton já experimentou e acabou levando o nome de uma das muitas opções no menu.

Então comece a colocar as moedas no seu cofrinho de porco porque a Escandinávia realmente é um lugar que você tem que contar aos seus netos que visitou. Só lá você encontrará a maior concentração do mundo de sonhadores, autores, artistas e músicos, todos alimentados por seus majestosos entornos.

Fabricio Greca Brun

Fabricio Greca Brun

Com apenas 23 anos, Fabrício já rodou mais de 30 países em 1 ano que passou na Europa. Amante de viagens e cinéfilo de carteirinha já cursou desde Engenharia Civil até cinema. Após morar esse tempo fora escreveu dois diários de viagens que incluem histórias, desenhos e mensagens de pessoas que o cruzaram em sua jornada. Quando pode, gosta de dar dicas a seus amigos, e quem mais quiser, sobre viagens, música e filmes.

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