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BALNEÁRIO CAMBORIÚ E SEUS ARREDORES – COMO NÃO AMÁ-LOS?

Fabricio Greca Brun Fabricio Greca Brun 16 dezembro, 2016
balneario-camboriu

Poucos sabem, mas uma das lendas do topônimo “Camboriú” tem origem da ilha grega de Khamburius – um lugar paradisíaco onde haviam muitas festas e lindas mulheres. Você não precisa acreditar nessa história (nem no meu domínio em grego), mas sabe que por mais boba que ela seja, tem uma certa veracidade. Dito isto, voltemos ao presente e quando eu digo presente me refiro aos anos 60, quando a BR-101 (também conhecida como “Briói”) foi construída, e assim, impulsionou o desenvolvimento urbano da cidade que alguns anos depois viria se chamar Sin City, quer dizer… Balneário Camboriú.

Com seus prédios enormes, vida noturna agitada e qualidade de vida lá em cima, BC atrai muita gente de outros estados que carecem de cidades litorâneas mais urbanizadas (estou olhando para você, Paraná), e também os nossos vizinhos hermanos. Entretanto, turismo gera muito dinheiro e isso pode ser percebido no crescimento da cidade nos últimos anos, onde uma série de restaurantes, bares, baladas, hotéis, lojas e o escambau foram gradativamente sendo construídos, tanto em BC como em seus arredores.

VOCÊ É O QUE VOCÊ COME 

Como tudo que funciona por lá tem que estar na moda, com a culinária não é diferente. Então esqueça aqueles lugares com garçons mal-humorados na beira-mar que vendem a mesma coisa. Um restaurante não é só feito da comida que ele serve, mas sim de um conjunto de fatores, que vão desde o atendimento até a atmosfera (se a carta de drinks for boa, jackpot!).

Com a mesma culinária, mas propostas diferentes o Brava Sushi e o Temaki Art reúnem pessoas bonitas, música boa e, é claro, pratos sensacionais. Para os aficionados por arquitetura, a Casa Revol é o lugar certo para ir jantar e ver o mundo hipster de lá.

Toda cidade litorânea grande (que não tenha só uma igreja e um boteco) sempre vai ter pessoas correndo no calçadão, praticando esportes e passeando com seu cachorro. Tudo para tentar ficar o mais em forma possível pro verão, que no caso de BC é praticamente o ano todo. Para se manter fit é necessário comer fit e para você não ter que zerar sua playlist do Spotify no trânsito da Av. Brasil, existem diversas opções num lugar só, chamado Praia Brava, que é oficialmente parte de Itajaí, mas vamos esquecer disso por uns minutos.

Depois de um dia torrando embaixo do sol, vá até a Academia do Açaí (você já sabe o que pedir) ou experimente uma comida vegana (esqueça o preconceito) no simpaticíssimo Ozz Garden. Aproveitando que está por lá, vale conhecer também o Tj’s Mexican Food, que além de servir uma comida num ambiente descontraído, possui um espaço aberto nos fundos onde rolam bandas e eventos. Seguindo nessa linha, o Melanina Mix conta com um cardápio variado de comidas saudáveis, música ao vivo e também uma loja da marca local Santacosta – tão boa (e mais barata) quanto Osklen e Reserva.

NOS EMBALOS DE SÁBADO À NOITE

Let’s talk business!! Num lugar com o clima bom, gente bonita, infraestrutura e sem toque de recolher, os bares e baladas quase que brotam do chão. Então para começar nosso petit tour, vamos falar de alguns bares mais agitados que com certeza irão te causar uma ressaca no dia seguinte.

Na Praia Brava, o Zicatela Surf Bar junto do At Home comandam as noites no surf style tão presente no litoral catarinense, mas não se sinta mal se você usa roupas da Brooksfield e pega jacaré, o pessoal é muito receptivo e o clima dos lugares agradam todo mundo.

Já em Balneário Camboriú temos o nostálgico Das Antiga com sua vibe dos anos 90 – quando não existia internet e pessoas conversavam olho no olho. Agora se você gosta de baladas nababescas (aprendi essa palavra hoje) e glamour, o recém inaugurado Selenza 47 conta com um menu diferenciado de drinks, comidas, música eletrônica e amnésia alcoólica.

Se mesmo assim você quiser algo mais forte, pegue seu escudo, cotoveleira, capacete, óculos escuro e vá ao internacionalmente conhecido Warung. Um santuário à beira-mar que reúne os maiores nomes da música eletrônica (esqueça o que escutou na Jovem Pan) numa concentração de pessoas de todos os tipos, inclusive vampiros e crocodilos.

Warung Beach Club

AIN’T NO MOUNTAIN HIGH ENOUGH

Chega de falar de lugares fechados. Balneário Camboriú é também sinônimo de escapismos ao ar livre e você não vai querer só ficar comendo e fazendo festa (pensando bem…). Então, para aproveitar também a natureza nessa selva urbana, que tal alugar uma bicicleta e pedalar na orla, enquanto vê casais de idosos de mãos dadas? É um belo de um programa de fim de tarde e uma pausa para água de coco é obrigatória.

Fim de tarde em Balneário Camboriú

Depois de todo esse meu blá blá blá, você deve estar se perguntando: esse cara não vai falar das praias? Sim, eu vou. Lá em BC existem muitas delas (11, se o Wikipedia não estiver errado) e cada uma com seu nicho específico. Por exemplo, se quer agito, surfistas e pessoas com o IMC abaixo de 20, vá a Praia Brava.

Praia Brava – Itajaí

Agora, caso queira tranquilidade, entre Itapema e Balneário Camboriú existe uma estrada cinematográfica que leva à famosa Interpraias – um conjunto de seis praias, com destaque para a Praia do Estaleiro Praia do Estaleirinho, todas muito limpas e fora do radar da farofada.

Se o seu ecoturismo consiste de caminhadas com vistas deslumbrantes, na zona Norte da cidade tem a Trilha do Pontal Norte, com decks de madeira, mirantes, acesso à Praia do Buraco e o lugar perfeito para bater aquela foto de BC. Ali ao lado fica também o Morro do Careca, onde é possível fazer voos de parapente.

Posso garantir que Balneário Camboriú é uma das cidades mais legais do nosso país e tem muito a oferecer, sendo você um jovem aventureiro, mãe solteira, recém-nascido, maçom ou testemunha de Jeová. Com seu sotaque inconfundível, o povo faz você se sentir em casa com sua receptividade e alegria que só quem mora na praia tem! E eu não estou escrevendo isso só para aumentar minha moral com minhas belas amigas (e suas amigas) de lá, longe de mim.

Fabricio Greca Brun

Fabricio Greca Brun

Com apenas 23 anos, Fabrício já rodou mais de 30 países em 1 ano que passou na Europa. Amante de viagens e cinéfilo de carteirinha já cursou desde Engenharia Civil até cinema. Após morar esse tempo fora escreveu dois diários de viagens que incluem histórias, desenhos e mensagens de pessoas que o cruzaram em sua jornada. Quando pode, gosta de dar dicas a seus amigos, e quem mais quiser, sobre viagens, música e filmes.

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